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QUEM REALMENTE MANDA NO MUNDO?

  • Foto do escritor: Agulheiro 310
    Agulheiro 310
  • 2 de mai. de 2020
  • 2 min de leitura

ANÁLISE DO FILME: DE OLHOS BEM FECHADOS DE STANLEY KUBRICK (1999) – PARTE II – PIZZAGATE EM HOLLYWOOD


Anderson Roberto Marchesotti de Almeida


Os queridinhos de Hollywood em 1999 eram Nicole Kidman (Alice Harford) e Tom Cruise (Dr. Bill Harford) desta forma o filme de Kubrick teve ampla expectativa diante do público e da crítica, e quando teve sua estreia foi tratado como maior decepção do ano, e isto sem sombra de dúvidas é um ótimo sinal tratando-se da mídia mainstream.

Kubrick neste sentido agiu como um brincalhão ao trazer os atores em destaque do momento em várias cenas de nudez – logo atraindo o público comum, e também, por ser renomado diretor com outros títulos consagrados: 2001: A Space Odyssey (1968), A Clockwork Orange (1971), The Shining (1980) atraiu todo establishment cinematográfico da época.

O resultado foi catastrófico, muitos acreditam que Kubrick decidiu realizar sua magnum opus justamente para revelar a verdade em Hollywood, assustadoramente apenas quatro meses após encerrar o filme faleceu, sem saber sua repercussão, embora provavelmente a imaginasse.

Um ponto importante quando Bill (Tom Cruise) decide no meio da madrugada comprar um traje de fantasia, direcionando-se para uma loja, e atendido por um vendedor estranho, ao atendê-lo, demonstra ser sedento por dinheiro e com forte sotaque estrangeiro, ao barganhar aceita a proposta de locação, e quando se direciona ao interior de sua loja encontra sua jovem filha em atos obscenos (sexuais) com dois asiáticos.

Na cena subsequente que ele está envolvido, Bill vai à loja para devolver a fantasia locada, e a filha do vendedor, novamente seminua se oferece, sem tomar nota de seu pai ali disposto observando, que também dá uma indireta para Bill, que caso ele pagasse poderia ter tudo à sua disposição, oferecendo sua própria filha como material, e consentindo com ato pedófilo.

Ao final do filme temos uma cena que o diálogo se dá em um departamento de brinquedos, estritamente no rol de ursos de pelúcia, por muitos anos o urso de pelúcia foi símbolo e código para as redes de pedofilia espalhadas por todo o mundo, até que após investigações acabou sendo descoberto, e hoje já é um código que atingiu o público, tratado de forma cômica. Poderíamos analisar a cena como uma provocação, ou até revelação subliminar de Kubrick sobre as redes de pedofilia que existem dentro dos grupos de milionários e bilionários de Hollywood (também os metacapitalistas).

Em 2016, o WikiLeaks vazou arquivos secretos do governo norte-americano que envolvia Hillary Clinton, o partido progressista, e inúmeras celebridades hollywoodianas sobre investigação. Nesta investigação crianças eram nomeadas como pizza, ou lençol, uma forma de código na rede de tráfico humano e pedofilia.

Em 2019, Jeffrey Epstein, bilionário norte americano, conhecido por organizar festas que envolviam famosos, foi preso e com constatação de estar envolvido em uma rede de tráfico humano e pedofilia, e ao entrar em inquérito decidiu que iria revelar mais integrantes dessa rede (pizzagate), infelizmente foi encontrado morto inexplicavelmente em uma prisão de segurança máxima, dias depois. Quem seria o responsável? Certamente pessoas muito poderosas.

Kubrick tenta enviar uma mensagem a quem assistiu a seu filme: “Existe uma podridão inimaginável ocultada atrás das câmeras, por trás dos belos ternos e do glamour; há satanismo puro!” No qual olhos ordinários ficariam horrorizados diante de tamanha blasfêmia, obrigando-nos a ficar de olhos bem fechados (Eyes Wide Shut).





 
 
 

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©2020 Cineclube Agulheiro 310.

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