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E o Cineclube na Pandemia?

  • Foto do escritor: Agulheiro 310
    Agulheiro 310
  • 24 de jul. de 2021
  • 2 min de leitura

Outro dia fui questionado se com a Pandemia as atividades do Cineclube tinham parado, minha resposta foi “não”, ainda não contente o sujeito fez outro questionamento: “Como não pararam se nos quatro cantos do mundo os movimentos culturais tinham parado?” minha resposta, novamente, foi outro não. De certa forma o sujeito ficou perplexo.

Desde o início da pandemia o Cineclube continuou com suas atividades, ainda que restritas, mas não paramos, sempre fizemos nossas exibições.

Os Cineclubes em si sempre foram movimentos de “resistência” se uma pandemia consegue frear essa característica o cineclube já perdeu sua essência faz tempo.

(não estou menosprezando esse advento mundial, sim ela existe, mas junto com ela existe um ativismo político imprescindível, tão ou mais perigoso que essa pandemia).

Muitas vezes os cineclubes foram clandestinos e precários, sem um mísero tostão e nunca deixaram suas exibições morrerem.

Mas hoje, me parece, que existe uma máxima, “sem dinheiro, sem arte”.

Hoje, muitos movimentos culturais, assim como alguns artistas, estão reclamando para si o direito de receber uma soma em dinheiro para custear seus gastos cotidianos. Mesmo que essa soma em dinheiro seja proveniente de arrecadação do estado.

Mas por outro lado existem muitos escritores que morreram ou tiveram uma vida pobre, mas deixaram obras grandiosas, casos como Edgar Allan Poe, Franz Kafka, Emilly Dickinson, Herman Melville, Lima Barreto, Cruz e Souza, ilustra bem esse exemplo.

Dentro do cinema não é diferente, muitos filmes só existiram graças ao bom coração de terceiros.

Creio que a arte é a vocação do sujeito, é a expressão da própria alma, aquilo que transcende o humano, caso contrário tornar-se-á uma ilha de entulhos povoados por inúmeros círculos de macaquinhos pelados jogando tinta na parede para pintar mictórios coloridos, com gritos e batidas como trilha sonora.

O cineasta Andre Wadja, que sofreu com a censura socialista, achava que seus filmes, por serem financiados com dinheiro público, tinham que ser uma resposta fiel para o povo, sobre suas aspirações, preferências e inquietações.

Hoje muitos “artistas” (que reclamam um dinheirinho) expressam a porca miséria da ideologia que seguem, acreditando que o povo aceita essas “expressões artísticas” de bom coração, caso contrário são chamados de “incultos” e “insensíveis”.



 
 
 

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