Cineclube Agulheiro 310: uma visão.
- Agulheiro 310

- 1 de fev. de 2020
- 2 min de leitura
O Cineclube Agulheiro 310 já é um marco na história da cultura das cidades gêmeas do Iguaçu, proporcionando quinzenalmente a alta cultura através das exibições cinematográficas. Filmes que são meticulosamente escolhidos para trazer ao telespectador sentimentos únicos. Sentimentos que ultrapassam os limites humanos e transcendem as barreiras impostas pelo cotidiano. Filmes que em outras épocas proporcionaram entretenimento para outro público e agora temos a oportunidade de reviver em momentos únicos.
O Cineclube Agulheiro 310 busca apresentar a arte cinematográfica, muitas vezes abandonada no contexto atual cinematográfico. Infelizmente, filmes que foram um marco na História do Cinema Mundial hoje são esquecidos e achincalhados por "amantes do cinema". O Cineclube Agulheiro 310 faz o resgate desses filmes que resistem à "degradação intelectual e temporal".
Tão triste quanto, é saber que vivemos num mundo que não nos dá tempo para apreciar a necessidade do Belo em nossas vidas. Sir Roger Scruton nos diz que o mundo da arte está cheio de falsificações. Falsa originalidade, falsa emoção e falso conhecimento dos críticos ― essas coisas estão todas ao nosso redor em tamanha abundância que dificilmente sabemos aonde olhar para encontrar a arte de verdade, esse é o retrato do mundo em que Cines clubes têm um dever de existir. Porém, no campo cinematográfico, infelizmente, alguns fazem do cinema uma verdadeira panfletagem ideológica, sem o comprometimento com a arte, punindo com a censura quem se opor a essa panfletagem.
A punição é uma censura do bem, essa que está presente desde o início do Cinema, quando, por exemplo, a bela Hedy Lamarr mostrou seu corpo desnudo, no filme Êxtase (1933); no Brasil também não foi diferente, a censura ocorria no início do cinema brasileiro sempre que um grupo achava necessário. Hoje, o cinema ainda vive esse paradoxo contado por alguns. Recentemente no Brasil dois filmes foram censurados, justamente por quem sempre lutou contra a censura, O Jardim das Aflições (2017) direção de Josias Teófilo (neto do cineasta Pedro Teófilo Batista) e 1964: O Brasil entre armas e livros (2019) direção de Felipe Valerim e Lucas Ferrugem (Filme gratuito) e chamaram a atenção pelo modo com os quais foram censurados.
É nesse ambiente que o papel do Cineclube Agulheiro 310 se torna tão importante, lutar contra a falsificação da arte e a própria censura da arte para trazer ao telespectador uma oportunidade única de vivenciar o melhor da arte cinematográfica mundial.





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